Em junho, há trinta anos atrás, o Brasil se despedia de uma das maiores instrumentistas, cantoras e compositoras que o país já viu.

Nara leão foi um dos ícones do movimento musical brasileiro mais admirado por intelectuais ao redor do mundo. A musa a Bossa Nova, diferente de diversos colegas, não era carioca, era capixaba.

Nara Leão nasceu no Espírito Santo

Mas Nara se mudou para o Rio de Janeiro ainda criança, junto com sua irmã Danuza Leão, que também ficaria famosa.

Nara era uma garota tímida, mas já demonstrava interesse pela música. Acabou deixando de lado o acordeom, instrumento da moda, para se dedicar ao violão.

O berço da Bossa nova

Seu talento foi florescendo naturalmente, e ele acabou se juntando a um grupo de jovens muitos talentosos. Este grupo de amigos estava cansado da produção musical nacional, inspirados na música negra americana, eles buscavam outros ritmos.

Estas reuniões aconteciam em apartamentos pequenos, e reunia uma meia dúzia de pessoas que um dia entrariam para a história da nossa música.

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Nara, juntamente com Ronaldo Bôscoli, João Gilberto, entre outros; acabou criando a bossa nova.

A beleza de Nara não passava desapercebida, logo ganhou o status de musa entre tantos homens. Que queriam criar música com poesia.

Os encontros musicais acabaram crescendo, e os apartamentos não podiam mais suportar tanta gente. Nara e seus amigos começaram a fazer shows em Universidades e boates.

Nara Leão ainda não tinha perdido sua timidez, sua primeira apresentação de de costas ao público, pelo tamanho nervosismo da cantora.

A estreia profissional

Sua estreia profissional aconteceu em ‘Pobre Menina Rica’, uma superprodução musical, assinado pelos mestres Vinícius de Moraes e Carlos Lyra. Apesar da expectativa, o sucesso mão veio como esperado.

Nara Leão só despontou para o público quando lançou seu primeiro álbum. Ela foi inovadora mesmo dentro da bossa nova, resgatando grandes nomes do samba, e também mostrando engajamento político em suas letras. Fugindo das letras românticas da maioria dos seus colegas.

Seu talento encantava a todos e enchia seus shows, mas suas opiniões acabavam desagradando os militares. Ela quase foi enquadrada na Lei de Segurança nacional, teve a cabeça pedida pelo então presidente Arthur da Costa e Silva. Mas foi salva pelo clamor de intelectuais como Carlos Drummond de Andrade.

Ela também foi uma das primeiras artistas a apoiar o movimento da Tropicália, diferente de outros artistas da Bossa nova.

O Exílio

Nara Leão acabou se exilando em Itália e na França, mas voltou ao Brasil para estudar psicologia e cuidar de seu segundo filho.

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Fez uma breve volta a carreira, realizando shows em diversas partes do mundo, principalmente no Japão. País em que seu nome arranca suspiros de muitos fãs.

Nara Leão acabou falecendo jovem, aos 48 anos, devido a um tumor no cérebro.

 

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